O teu rosto será o último João Ricardo Pedro Mais um autor português que desconhecia, e que valeu a pena conhecer. Um estilo que difere de capítulo para capítulo, surpreendendo-nos sempre. "Através de episódios aparentemente autónomos - e tendo como ponto de partida a Revolução de 1974- este romance constrói a história de uma família marcada pelos longos anos de ditadura, pela repressão política, pela guerra colonial." Estonteante!
O prenúncio das águas Rosa Lobato de Faria Sabendo que estaria algumas horas em espera, preparei-me com um livro pequeno e leve. Foi este o escolhido e bem. Pequeno não é inferior, os pequenos são tão grandes como qualquer calhamaço. A beleza da escrita da Rosinha é ímpar. E com a história da aldeia que futuramente será inundada para um bem maior, temos personagens que encantam e que nos fazem viver aqueles dias com a tristeza e dor que elas viveram. É só mais um belo livro.
"O homem que fazia barcos de papel" "Segunda feira" Ana Silvestre Descobrir novos escritores é sempre uma mais valia. Esta escritora com descrições que nos levam para dentro das páginas do livro, conta -nos como as lágrimas e os sorrisos fazem parte da vida, e como se conseguem ultrapassar apesar de nos parecer impossível. Gostei muito de entrar na vida destas personagens que personificam a vida a acontecer.
O nosso amigo e colega deste cantinho à beira net plantado, Zé Onofre, reuniu alguns bonitos textos (poemas) num livro, que com maravilhosas ilustrações feitas pelo mesmo, sabe a nostalgia. É um gosto, um enorme prazer ter o livro nas mãos e poder sentir em cada página, o saber de alguém, que dedicou a sua vida ao ensino de uma maneira original e fantástica. Um muito obrigada, Zé Onofre.
Elizabeth Edmondson - Um caso tipicamente inglês, A intriga e a herança Dois livros que pertencem à série Selchester. Gosto desta autora, não sendo as leituras a que dou preferência nesta altura da minha vida, sabem bem de vez em quando, creio que alguém disse que servem para limpar o palato , e eu concordo. São histórias e aventuras leves (apesar de haver crimes), bem escritas, e que nos divertem e distraem.
Livros ou filmes Passando pelos canais de cinema da TV Cabo, encontrei um filme com o nome "A prima Raquel". As imagens representavam uma época que me fez acreditar que seria a adaptação de um livro das minhas estantes, de Daphne du Maurier, lido há muitos anos. Sabia que tinha gostado muito, mas fatava-me a memória. Peguei nele e pelo pouco que já tinha visto na televisão, fui tentar perceber se era. Era, sim senhora, e pelo pouco que li, deu para perceber, mais uma vez, que era (...)
Felicidade - João Tordo A escrita fantástica deste autor, desta vez, traz-nos um livro que não condiz com o título. Este é um livro com uma história sofrida, é tormentoso, é uma viagem escura à mente dos humanos, aos seus medos, às suas inseguranças, aos seus fantasmas ( literalmente). Não é uma leitura compulsiva, é para ser feita com calma, com tempo para ir digerindo. Um escritor português com capacidades já provadas e capaz de nos tirar da nossa zona de conforto. D (...)
Os anagramas de Varsóvia - Richard Zimler Mais um fantástico livro de Richard Zimler. Um conteúdo muito rico em sentimentos e vivências por todos já conhecidas, e felizmente não esquecidas pelas pessoas de bem, uma vez que parece ter sido tudo esquecido por quem consegue trazer, novamente, o desespero da morte para populações e, uma vez mais, para algumas das raças tão humanas como qualquer um. 《 Ao erguer os pés para passar por cima do homem, tive a certeza de que o nosso (...)
Esta biblioteca da meia-noite, depois de ler tanto sobre ela, deixou a desejar. Para mim, jovem de 64 anos com uma lista de muitos anos de leituras, ficou abaixo das expectativas. Mas, tenho que ressalvar o final. A conclusão do livro vale a pena, precisamos viver, não pensar em viver com desejos e ânsias, mas com a capacidade de olhar para os dias e os momentos em que nos encontramos, encontrando o bom, o positivo, e o que nos acrescenta e ajuda a ser melhores.
Uma estreia com uma autora de quem tenho ouvido falar bem. Leila Slimani - Canção doce Uma leitura compulsiva que nos leva pelos meandros da sanidade mental, disfarçada de perfeição. 《 Fechada no apartamento dos Massés, às vezes tem a impressão de estar a enlouquecer. Há uns dias, aparecerem-lhe umas manchas vermelhas nas bochechas e nos pulsos. Louise é obrigada a mergulhar as mãos e o rosto em água gelada para apaziguar a sensação de queimaduras que a devora. Durante (...)